Arquivo mensal: setembro 2012

Tocqueville e as eleições

Confesso que em época de eleição fujo da propaganda eleitoral como o vampiro foge da cruz.  Entretanto, algumas vezes essa fuga é impossível.  Dia desses, tomei um táxi em que o motorista insistia em manter o rádio ligado na hora daquela chatice.  Assim, fui obrigado a ouvir, durante longos minutos, um verdadeiro festival de promessas bizarras dos candidatos.  Como se a vida fosse uma sucessão de almoços grátis, os candidatos, um após o outro, ofereciam-se com dedicado esmero para cuidar de mim e da minha família, desde o berço até o túmulo, provendo saúde, educação, creches, moradia digna, transporte, emprego, lazer, etc.

Ouvindo aquelas baboseiras todas – mais as indefectíveis inserções do TSE, cujo intuito é tentar nos convencer de que o exercício do voto e a democracia participativa são as coisas mais importantes de nossas vidas –, não pude deixar de lembrar do grande Tocqueville.

Cinco anos após retornar dos Estados Unidos, onde passou nove meses estudando detalhadamente a experiência democrática norte americana para escrever sua obra prima, A Democracia na América, Tocqueville faz um exercício intelectual absolutamente genial, tentando identificar que tipo de despotismo as democracias deveriam temer.

Tocqueville faz suas observações, que muito bem poderiam ser chamadas de profecias, a partir da visão de uma multidão inumerável de homens, todos muito parecidos, esforçando-se incessantemente para obter os prazeres mesquinhos e insignificantes com que preencherão suas vidas.  Essa visão, por sinal, não é muito distante da visão do homem-massa, celebrizado por Ortega Y Gasset.

Mas deixemos que o próprio Tocqueville fale por si:

“Acima dessa raça de homens está um poder imenso e tutelar, que toma para si a garantia de suas satisfações e a vigilância de seu destino. Esse poder é absoluto, regular, cuidadoso e suave. Seria como a autoridade de um pai se o objetivo fosse o de preparar os homens para a maioridade, mas que busca, ao contrário, mantê-los na infância perpétua: espera que as pessoas se alegrem, desde que elas pensam em nada além de alegria. Para a sua felicidade, tal governo voluntariamente trabalha, mas quer ser o único agente e árbitro dessa felicidade; para isso, provê sua segurança, supre suas necessidades, facilita os seus prazeres, gerencia suas principais preocupações, dirige a sua indústria, regula a descendência da propriedade e subdivide suas heranças: o que mais resta, além de poupá-los de todo o cuidado de pensar e de todos os problemas da vida?”

“Assim, a cada dia o governo torna o exercício do livre arbítrio menos útil e menos frequente;  circunscreve a vontade dentro de uma faixa mais estreita e, gradualmente, rouba do indivíduo todos os usos de si mesmo. O princípio da igualdade preparou os homens para essas coisas; tornou-os predispostos a suportá-las e a olhar para elas como benefícios.”

“Depois de ter tomado cada membro da comunidade em suas garras poderosas, moldando-os conforme a sua vontade, o poder supremo, em seguida, estende seu braço sobre toda a comunidade. Ele cobre a superfície da sociedade com uma rede de pequenas regras complicadas, específicas e uniformes, através das quais as mentes mais originais e os personagens mais energéticos não podem penetrar para elevar-se acima da multidão.”

“A vontade do homem não é destruída, mas amolecida, dobrada e guiada; os homens raramente são forçados a agir, mas estão constantemente impedidos de fazê-lo. Tal poder não destrói, mas impede a existência; não tiraniza, mas comprime e entorpece o povo, até que cada nação seja reduzida a nada mais do que um rebanho de animais tímidos e industriosos, de que o governo é o pastor.”

“Os homens são constantemente animados por duas paixões conflitantes: eles querem ser liderados, mas desejam permanecer livres. Como não podem eliminar uma ou outra dessas propensões contrárias, se esforçam para satisfazer as duas ao mesmo tempo. Assim, aceitam um governo tutelar, todo-poderoso, mas eleito pelo povo. Eles combinam os princípios do centralismo e da soberania popular, o que lhes dá algum alívio: eles se consolam por serem tutelados pela reflexão de que eles mesmos escolheram os seus guardiães. Os homens admitem acorrentar-se, porque pensam que não é uma pessoa ou um grupo de pessoas, mas o povo em geral quem segura e conduz a corrente.”

“Quando o soberano é eleito, ou estreitamente vigiado por uma legislatura eleita e independente, a opressão que ele exerce sobre as pessoas às vezes é maior, mas é sempre menos degradante, porque cada homem, mesmo quando oprimido e desarmado, ainda pode imaginar que, enquanto ele deve obediência, é a si mesmo que a deve.”

“É em vão convocar um povo tornado tão dependente do poder central para escolher, de vez em quando, os representantes desse poder; o exercício raro e breve de sua livre escolha, por mais importante que seja, não irá impedi-los de, gradualmente, ir perdendo as faculdades de pensar, sentir e agir por si mesmos, e assim, gradualmente, cair abaixo do nível da humanidade.”

“Acrescento que, em breve, se tornarão incapazes de exercer o único grande privilégio que ainda lhes resta. As nações democráticas que introduziram a liberdade em sua constituição política, no momento exato em que foram aumentando o despotismo de sua administração, foram levadas a estranhos paradoxos. Para gerenciar essas pequenas coisas da vida, em que o bom senso é tudo o que se exige, os indivíduos não estão à altura da tarefa, mas, quando o governo do país está em jogo, esses mesmos indivíduos são investidos de poderes imensos; eles são, ao mesmo tempo, meros joguetes de seu governante e seus senhores, mais do que reis e menos do que homens.”

“Na verdade, é difícil conceber como homens que desistiram inteiramente do hábito do autogoverno podem fazer uma escolha adequada daqueles por quem serão governados; e é difícil de acreditar que um governo liberal, sábio e enérgico possa surgir a partir do sufrágio de um povo subserviente.”

É preciso dizer mais alguma coisa?

Texto retirado do site http://www.ordemlivre.org (link: http://www.ordemlivre.org/2012/09/tocqueville-e-as-eleicoes/)

Anúncios

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 3)

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 3).

 

Antes que o mundo acabe com essa tempestade que está sobre a minha cidade, quero fazer mais um post sobre os álbuns de 2012.

Hoje vai ser algo bem Chamber Pop. Esse que é um dos meus estilos musicais favoritos; ou melhor, acho que é ‘o favorito’.

Para quem não sabe o que é Chamber Pop, é basicamente uma mistura de rock alternativo e folk com a companhia de uma orquestra (seja ela de verdade ou apenas com o uso de sintetizadores); e é um estilo com sonoridade muito elegante e nenhum pouco agressiva. É algo que está cada vez se tornando mais notável, mesmo tendo pouquíssimo sucesso comercial (sendo que o sucesso comercial é uma das últimas exigências de quem faz Chamber Pop).

The Something Rain – Tindersticks

Esse é o nono álbum da banda. E posso afirmar, eles estão cada vez melhores. E talvez estejam no auge, musicalmente falando.

Para quem nunca ouviu Tindersticks, são músicas calmas e elegantes cantadas pela voz diferente do Stuart Staples.

E não me hesito em falar, The Something Rain é um álbum perfeito. Seja pelo órgão por trás de quase todas as músicas, pelo baixo incrível na música This Fire Of Autumn ou pelas batidas e pelo violoncelo em Medicine… é tudo muito perfeito e minimalista.

Não vou ficar aqui fazendo elogios a essa banda, até porque me faltariam elogios. Apenas escutem esse álbum.

Álbum: The Something Rain

Banda: Tindersticks

Data do lançamento: 20 de fevereiro de 2012

Duração: 50:14 min (9 faixas)

Gênero: Chamber Pop, Indie

Link para download: http://kat.ph/tindersticks-the-something-rain-2012-320kbps-mp3-sizzler-t6158086.html

Cut The World – Antony and the Johnsons

O álbum ao vivo de Antony Hegarty e sua orquestra. Antony que é a figura mais estranha e amável da música na atualidade, tanto pela forma como ele se veste parecendo uma mulher, pela sua sexualidade e principalmente pela forma sentimental que ele canta suas músicas tristes enquanto toca piano.

O álbum é composto por duas músicas inéditas, Cut The World e Future Feminism, e mais uma compilação de dez músicas presentes nos trabalhos anteriores. E não é simplesmente um álbum ao vivo, pois a qualidade é tão boa que parece que foi gravado em estúdio e mixado; sem falar que muitas músicas ficaram melhores do que as versões originais.

Eu espero muito de Antony and the Johnsons nos próximos anos. É uma banda que está crescendo mesmo não sendo algo que agrade aos ouvidos de um público numeroso.

Melancólicos, escutem Antony.

Álbum: Cut The World

Banda: Antony and the Johnsons

Data do lançamento: 7 de agosto de 2012

Duração: 60:42 min (12 faixas)

Gênero: Chamber Pop, Folk

Link para download: http://thepiratebay.se/torrent/7529051/Antony_And_The_Johnsons-Cut_The_World_(2012)_320Kbit(mp3)_DMT

Break It Yourself – Andrew Bird

Para quem nunca ouviu Andrew Bird, ele sabe tocar diversos instrumentos. Na maioria das músicas têm uma predominância de violino, voz e assovio (sim, ele consegue assoviar afinado de um jeito que ninguém mais no mundo consegue e também consegue cantar enquanto toca violino). Só por isso já deu para perceber porque ele é um dos meus artistas favoritos na atualidade.

Break It Yourself é o sexto álbum solo de Andrew Bird, e não o achei tão bom quanto os anteriores; ou talvez seja só questão de tempo até que eu passe a gostar muito. Mesmo assim ele é muito inferior aos dois últimos, Armchair Apocrypha (2007) e Noble Beast (2009). Mas é fantástico. Tudo que o Andrew Bird faz é fantástico.

Comecem a escutar Andrew Bird logo (eu gostaria de já ter nascido ouvindo). Musicalmente falando, é uma experiência única e que certamente vai ampliar muito o gosto musical de quem escuta.

Álbum: Break It Yourself

Banda/Músico: Andrew Bird

Data do lançamento: 5 de março de 2012

Duração: 60:20 min (14 faixas)

Gênero: Folk, Indie, Chamber Pop

Link para download: http://kat.ph/andrew-bird-break-it-yourself-2012-192-kbps-t6198988.html

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 2)

 

Como estou bastante desocupado, vou prosseguir com meu post logo. Até porque me deu certo desespero ao ver que tem muitos álbuns bons para eu falar a respeito.

Hoje vou me voltar mais a falar de alguns álbuns mais eletrônicos.

Monocyte – Saltillo

Saltillo foi uma daquelas coisas que mais achei genial desde a primeira vez que ouvi. É algo completamente inovador. É a mistura perfeita entre muitos elementos de música clássica e muitos elementos de música eletrônica.

Monocyte é o segundo álbum lançado, é o sucessor de Ganglion lançado em 2006. Continua basicamente a mesma sonoridade, caracterizada por muitoviolino e muitas batidas e efeitos eletrônicos. Mas em minha opinião o álbum anterior é infinitamente melhor que esse, não que esse seja ruim.

Escute Saltillo. Posso afirmar que você nunca ouviu algo parecido antes. É algo que parece manter quem ouve completamente drogado.

Álbum: Monocyte

Banda: Saltillo

Data do lançamento: 10 de fevereiro de 2012

Duração: 51:35 min (12 faixas)

Gênero: Trip-Hop, Experimental, Downtempo.

Link para download: http://kat.ph/saltillo-monocyte-aof121-2012-cd-320-trip-hop-modern-classical-leftfield-tmgk-t6261304.html

Kin – iamamiwhoami

Alguns vão lembrar-se desse projeto musical. Aquela vez que foi criado uma conta misteriosa no youtube e eram postados vídeos com músicas de umamulher loira e especulava-se que poderia ser Christina Aguilera, Nine Inch Nails, Lady Gaga, Goldfrapp, Fever Ray, Jonna Lee… e opa, era mesmo Jonna Lee, que já havia lançado dois álbuns solos anteriormente. Mas é com iamamiwhoami que ela vem obtendo mais sucesso [que é bem pouco para ser sincero].

As músicas têm uma atmosfera sombria. Mas não se pode falar apenas das músicas, pois em iamamiwhoami tem um trabalho visual muito interessante também, principalmente pelos vídeos que são muito bem trabalhados, as roupas, a maquiagem, paisagens encantadoras, a atmosfera fantasiosa e as interpretações incríveis de Jonna Lee.

Talvez muita gente discorde de mim, mas esse é um dos melhores projetos artísticos que tenho conhecimento. E tem muita qualidade mesmo.

Álbum: Kin

Banda: iamamiwhoami

Data do lançamento: 11 de junho de 2012

Duração: 43:29 min (9 faixas)

Gênero: Synthpop, Experimental, Dream Pop.

Link para download: http://newalbumreleases.net/?s=iamamiwhoami

Muito obrigado se alguém está acompanhando meus posts.

Espero não estar sendo chato.

E talvez tenha continuação mais adiante.

Por que a solidão é estigmatizada?

Estou sozinho enquanto escrevo esse texto. Meus pensamentos fluem melhor quando fico sozinho e o ambiente no qual habito está silencioso. Eu passei a gostar da solidão. A solidão pode ser um dos motivos que me faz ser melancólico e angustiado, porém é com ela que tenho minhas melhores ideias. Não que minhas ideias sejam muito boas, mas encontro na solidão o que não consigo enxergar no estado de harmonia, socialização e na busca da felicidade. No tal estado temido pela maioria, eu encontro o bem estar necessário para passar os dias.

Pessoas solitárias tendem a serem mais tristes, o que logo faz elas parecerem inferiores por não estarem buscando o que todo mundo busca: a felicidade. Eu não sou triste, eu apenas não sou extrovertido. Da solidão pode vir doenças do mundo moderno, como a depressão, mas esse não é o único motivo que causa depressão. A depressão também envolve outros motivos, como: cigarros, remédios, excesso de luzes, pílulas anticoncepcionais, estresse causado pelo cotidiano e tragédias. A causa da doença é relativa, não tem a ver, exclusivamente, com a solidão.

A felicidade buscada por todos parece nunca chegar. As pessoas sempre querem mais e mais, e sempre a satisfação parece mais longe. A felicidade vem para alguns, causa um estado de exaltação e logo esvai.  Eu acredito que felicidade seja apenas um período de satisfação e prazer produzido por uma conquista ou realização de algo idealizado que o indivíduo encontrou diversos problemas no caminho até o tal sucesso; é o prêmio recebido pelo esforço. Então eu acredito que a felicidade que dure seja utópica, quase inalcançável. Crescemos com a ideia de que só vamos viver bem se chegarmos à felicidade, quando ao mesmo tempo é difícil saber o que será a real felicidade para o indivíduo, levando-o para um vazio existencial enorme.

Muitos dos maiores gênios da história eram mais reservados e sozinhos e eles sofriam do mesmo “mal olhado” que os solitários sofrem, mas eles fizeram diferença na sociedade. Não estou querendo dizer que as pessoas solitárias são mais inteligentes, porém as pessoas solitárias tendem a desenvolver suas opiniões sozinhas; elas são menos alienáveis, mas isso não quer dizer que as pessoas mais alegres tendem a ser mais manipuladas. A alegria, providenciada pela felicidade, deixa as pessoas conformadas. Eu, particularmente, acho difícil ficar conformado com diversas coisas que acontecem ao redor de todos. Talvez até por me importar muito às vezes, ou muita informação.

Eu acho que a solidão é um presente que todos deveriam ganhar para conhecer a si próprio. É importante manter relações sociais, mas também não é a única coisa na vida; você vai conseguir viver sem isso, no sentido de necessidade. A felicidade hoje é vista como momentos que você vai sorrir e ficar alegre por um tempo e depois relembrar tudo depois; isso apenas servirá como um conforto no futuro. A felicidade hoje é buscada dessa forma. Muitos acabam caindo no vazio existencial da vida nisso. A vida perde o sentido. Não incito o leitor desse texto a parar de se divertir, mas sim o porquê que você faz isso sempre; você consegue viver sem isso por um tempo. Há um tempo atrás, uma conhecida minha tinha acabado um namoro, que no caso não durou nem três meses, e eu então fui aconselhar ela. Eu disse: “às vezes é bom ficar sozinha, não faz mal”. Ela me olhou com olhos de desespero e falou quase que grosseiramente “não, você é louco! Ficar sozinha não é comigo, vou ficar louca”. Entendo o momento que ela estava passando, mas só a ideia de ficar sozinha sendo sugerida a ela, já a apavorou.

É importante, às vezes, deixar de ouvir os outros e ouvir a si mesmo. Talvez, as respostas que você quer escutar dos outros podem estar dentro de você mesmo, porque você se conhece melhor que ninguém, entretanto, você pode ficar cego assim também. Solidão é como estar em comunhão, mas a diferença é que sua companhia é você mesmo. Não há o que temer quando se está sozinho.

Conheça Melody Gardot

Melody Gardot é um dos grandes nomes do Jazz atualmente. Sua bela e suave voz é um dos aspectos que faz qualquer um que escutar pela primeira vez se apaixonar. A cantora que tem influências de Jazz, Blues e até da MPB de Caetano Veloso se iniciou na música de forma, literalmente, acidental.

A história de vida da cantora de 27 anos não foi nada fácil. Aos 19 anos enquanto andava de bicicleta na cidade Nova Jersey, ela sofreu um grave acidente. O acidente causou múltiplas fraturas e causou um traumatismo craniano que resulta na perda de memória e da capacidade de andar e falar, tendo de reaprender tudo de novo. Como resultado do acidente, Melody também ficou com algumas sequelas: a vertigem cinética, que a obriga usar uma bengala; ela usa um dispositivo preso à cintura que estimula a produção de endorfina em seu organismo, tornando suas dores mais suportáveis; também ficou a sequela da hipersensensibilidade ao som e fotossensensibilidade, que lhe obriga a sempre andar com óculos escuros por causa da sua baixa tolerância à luz.

Como terapia, os médicos indicaram fazer um tratamento à base de música. Antes do acidente Melody já tocava piano e impossibilitada de fazer o que gostava, Melody acabou aprendendo a tocar guitarra. O aprendizado em uma cama de hospital acabou rendendo fruto: ela gravou o EP Some Lessions – The Bedroom Sessions, em 2005.

O seu primeiro álbum, Worrisome Heart, foi lançado em 2006 de forma independente e editado em 2008 pela Verve Records. O álbum abre com a belíssima autointitulada.

 

No primeiro álbum, Melody já mostrava todo o seu talento e, claro, sua bela voz.

 

O My One and Only Thrill, segundo álbum, é lançado em 2009. My One and Only Thrill é rapidamente reconhecido e ganha indicação para três Grammy Awards, que logo é mencionada como uma das grandes cantoras de Jazz da atualidade.

 

Baby I’m A Fool, faixa de abertura do álbum.

 

Em If The Stars Were Mine, Melody expressa a paixão que tem pela música latina.

 

Em 2012, Melody Gardot lançou The Absence. Nele a influência de experiências que ela teve nas praias do Brasil, nas ruas de Lisboa e nos desertos de Marrocos são expressadas com a boa e velha Bossa Nova. A música Amalia foi inspirada em um pássaro de asas partidas que pousou no pé de Melody, em Lisboa.

 

Uma amante declarada de Lisboa, Melody intitula uma de suas faixas com o nome da cidade.

 

O álbum também conta com uma faixa que é cantada em português e tem a participação do brasileiro Heitor Pereira, quem produziu o álbum.

 

Melody Gardot também desenvolveu um programa de musicoterapia numa parceria com o Sweedish Postcode Lottery, na coleta de fundos, e desenvolvido no NeuroMusculoskeletal Institute (NMI) – School of Osteopathic Medicine, da Universidade de Medicina de Nova Jesey. A motivação para a criação do programa vem da própria experiência. A música é o melhor tratamento para a dor, segundo ela.

Para ser honesto consigo, ficar no palco durante 30, 40, 50 minutos é uma das experiências mais agradáveis que tenho. Porque é durante este tempo em que eu realmente não sinto qualquer dor. Acho que é transcendental, do tipo: quando tens uma dor de cabeça e alguém te dá um murro no estômago, acabas por te esquecer da cabeça”, diz ela em uma entrevista.

Melody Gardot é mais dos casos em que tragédia é suportada pela música. A música que faz a gente se sentir melhor em momentos ruins da vida. Uma grande cantora que merece todos os elogios.