Pedra de Selva

Vida que corre a milhão

Te faz escolher uma direção

Que pode ser a linha reta

Ou se aventurar na contramão

Onde vários batem de frente

E seguem outra direção

Que levam a túneis sem iluminação

E o isqueiro vira sua visão

 

Na calçada caminho sentindo o chão

E a cada buraco que flagro

Eu não tento nem pôr tampão

Pelo motivo disso ser em vão

Pular-te-ei

Ou cairei na escuridão do calçamento

Felizmente ainda sou humano

 

Sob o sol escaldante do meio dia

Na São Paulo que tem o coração de pedra

Sigo observando as faces que não demonstram empatia

Nem por elas mesmo

Ou para quem lhes dá bom dia

 

Esse vício de ser frio

À mim não contagia

Porque o dia está lindo

E meu rumo é partir

 

Viajante de pensamentos mirabolantes

Eu não tenho um lugar

Estou onde vida é o que há

 

Aqui fora eu ando protegido não com ilusão

Apenas com meu instinto de rua apurado

 

Minha felicidade não se encontra em dizer que tem

Um monte de gente ao lado sorrindo

Da vaidade que fabrica o desdém

 

Como veículos na avenida

Meus pensamentos encontrarão um lar 

Ou harém 

Que brotarão ideais

Porque sozinho é onde o pensamento se faz

 

Transeunte de ruas vazias

Observo as aparências que ditam os dias

“Tenha mais do que tem,

E menos do que precisa”

 

Mas viro a esquerda e sigo caminhando

Com meus próprios passos

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