Personalidade Indulgente

Conheci demasiadamente a tristeza
Pondo assim a felicidade do avesso.
Cantei e me apaixonei pelo silêncio,
E esse me pôs na minha maneira de existir.

Me mantenho calado porque sou um abado,
E falo apenas quando eu sei sobre a sentença
Então não me intervenha
Se o que eu mostrar
For a penitência.

Se ainda vivo
Não penso em morte,
Credito minha existência a sorte.
Mas mesmo assim não sou supersticioso.
Conheci deuses e suas fascinantes ideologias
Mas a letargia
Me deixou sem essa perspectiva,
Porque abaixo deles o que mais vejo é agonia.

Por conhecimento acabei almadiçoado
Porque eu posso perceber quando estou errado.
Percebi em mim uma aura indomável:
Um saber do ser enjaulado
Do animal que late quando ameaçado
E chora quando machucado
E depois morde o cadeado.

Mas fora dessa alegoria
Ainda há um sistema que respira
E inspira
Em que o vento certo me reanima para continuar tendo em vista
Que minha vida não seja resultado só de uma vigília.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s