Crime Criminalizado

Nas engrenagens atuais da vida,
O crime foi criminalizado,
E certos desagrados têm se multiplicado
Incitando o pecado.
Transformando quem quer ver novos ares
Em mais outro marginalizado.
Que quando pequeno andava descalço
E hoje caminha com tênis roubado.
Quem dera se tal caminho tivesse um desvio,
Mas o crime já tem um pré-determinado caminho,
Que já sabemos não ser um caminho divino.

Sob a atmosfera rústica dos homens,
Sejam os masculinos ou femininos,
Habita-se um furor de criminalizar até o que não é crime
Porque assim se lucra com a corruptível cultura
De cultivar artificiais posturas,
Que sem coluna, são dobradas até por quem não as machuca,
Quanto menos deixa cicatrizes.

No banco dos réus do tribunal da estúpida sabedoria,
Caluniam e acusam quem nada sabia
Que o desejo de roubar o que não tinha
Veio da vontade de possuir o que não lhe valia
E por isso, sem cerimônia, assaltou até velhinhas
Já que da vida se tornou vítima.

Então não houve mais sentido em descobrir outras maneiras de ganhar a vida,
O crime se glamurizou e se tornou sua ideologia,
E nessa sala de aula agia como um aluno com disciplina:
Era frio e esperto mesmo sem efeitos de remédios,
Contabilizava e tirava o quanto era-lhe inédito.
Assim criminalizou o crime, a si e quem mais por perto.

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