Liverdade

Ao chegarmos aos tantos anos somos tão obrigados
Que viver calado vira um meio de não se sentir deslocado.
Mesmo ausentes nos fazemos de presentes,
Porque ficar só se tornou um quanto incoerente
No meio do mar de gente que ao todo tempo tenta não ser intransigente,
Por temerem ser diferentes.

 

Na liberdade acabamos prisioneiros apenas do amor,
E esse coloca sentimento até onde não é possível haver cor
Colocando um sentido no meio desse mundo que não hesita em guardar rancor
Por mais torpe que o motivo for.

 

Amo a calmaria da rua na madrugada
Mesmo sabendo que andar pacificamente pode ser interpretado como um ato hostil
Por quem acumula um vontade vil de lhe arrancar até o pavio.
Com meus passos calmos e a cabeça erguida
O espectro do medo esvai-se.
E desejo que as ruas não me levem até um indesejado fim.

 

Como a rua e os sentimentos,
A liberdade nos aprisiona nas consequências do nosso agir.
Por isso não condicione aquilo que vai lhe denegrir
Porque a consciência não é vã e pode te destruir.

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