Arquivo mensal: novembro 2014

Apaziguado

Pimenta em minha boca não arde,
Nem água refresca minha via oral.
Mertiolate já não cura feridas
E sal tem sabor de mel.

Em dias claros me exilo no escuro
Para procurar luz pros meus sonhos.
Nos dias de chuva agradeço ao divino
E fico duvidando do que é inverídico.

Desviando de flechas e voando abaixo do radar,
Ainda assim apaziguado não vou ficar,
Porque o que me vem, a outro vai faltar.
E assim fico até minha humanidade me deixar.

Meus braços são limitados, e mais próximo das minhas pernas está o chão,
Que fica longe do céu,
Que nunca menosprezo já que nele me guio aonde ir,
E o outro não me deixa cair.

Sem hastear bandeira ou me privar em frágeis ideologias
Me inspiro na loucura pra ser dono da minha própria vida.
E fumando cigarros naturais
Me apaziguo em minha paz.

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Calamidade Humana

Dias sem nenhuma umidade
Mostra que nosso modo de vida
Tem tendência a calamidade.
Sustentamo-nos no insustentável
Que transvalorizado
É o sustentável que dita o que é inestimável.

No meio desses dias ásperos
A demanda de sensibilidade
Camufla sensações em sentimento,
E sensações vem até do ar que não vemos.
E sem meio de evitar ventos
Somos desintegrados sem alento.

Estamos em calamidade
Que veio fruto da hipocrisia ferrenha
Que até palavras com vaidade ditarão a sua resenha
Que ainda não tem sentença.
E sem a ordem,
te limitar em sua psicose.

A única imagem bonita a se preservar
Não está mais aqui para falar
Que tudo está bem e não há com o que se preocupar.
O Sol tomou para ele todo ar
E exerceu seu poder de nos manipular
Para a terra respeitar
Senão ela nos mata sem hesitar.

E assim nos vemos em calamidade,
Já que até para admirar falta tempo e coragem.
E o excesso de dias bonitos
Fazem a vida se esvair em infertilidade.