Apaziguado

Pimenta em minha boca não arde,
Nem água refresca minha via oral.
Mertiolate já não cura feridas
E sal tem sabor de mel.

Em dias claros me exilo no escuro
Para procurar luz pros meus sonhos.
Nos dias de chuva agradeço ao divino
E fico duvidando do que é inverídico.

Desviando de flechas e voando abaixo do radar,
Ainda assim apaziguado não vou ficar,
Porque o que me vem, a outro vai faltar.
E assim fico até minha humanidade me deixar.

Meus braços são limitados, e mais próximo das minhas pernas está o chão,
Que fica longe do céu,
Que nunca menosprezo já que nele me guio aonde ir,
E o outro não me deixa cair.

Sem hastear bandeira ou me privar em frágeis ideologias
Me inspiro na loucura pra ser dono da minha própria vida.
E fumando cigarros naturais
Me apaziguo em minha paz.

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