Morador Do Subsolo

Coisas ditas no silêncio do subsolo ditam que se os ecos forem ouvidos não existirá nada
que seja vívido.
A camada já está feita, e sem ar não há como respirar.
Absorver só de corpo não contempla a alma, e o que vier sem pleito há de virar mucosa.
Assim conserva-se a doença ao invés do remédio.
Agentes serão culpados por plantarem as pragas, mas não serão denunciados.
Serão enunciados sem direito de resposta.
Mas em meio aos ecos não há nem perguntas. Só há certezas.
Que não teimam em serem despejadas com alguns goles de cerveja.

O som do silêncio é insuportável para aquele que não se escuta,
E abrange com escândalo para assim se ver sem prejúria:
Os ecos expandem-se e a confusão se adapta a vida.
Ao ser jogado ao relento da solidão, já não quer mais ver ordem.
Já não há como descobrir um meio de fechar as suas feridas;
O coração já é vão, e nem sangue mais corre por essas feridas.
Por que perder tempo com tal ignomínia?

O subsolo não tem estruturas como as do solo.
Ideias são luzes, mas não postes oratórios.
Tendo em vista o meio de se chegar ao notório,
A ciência especula e tenta explicar o anti vexatório:
Os ouvidos destampados denuncia quem quis ser mais que o relógio,
Que monopolizou e deixou de contar cada centésimo.
E então assim declarou que cada segundo é um dia,
Que se você o perder de vista,
Não há motivo pra continuar com a sina.
Melhor ir ouvir aquelas coisas não ditas.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s