Metamorfose

Me tornei um leito duro para quem em mim repousas.
Eu não desejo que o outro caia ante a febre hegemônica
Da qual não tem mais cura
Para a dúvida em que você perdura.
Não a aniquilarei
Só vou pôr a pergunta,
E não te responderei.
E se desde cedo tu não aprendeu
Sobre o seu Eu
Qual será o seu papel ao lado do meu?

Comecei a viver só para mim.
E aqueles que vão me ajudar a rir,
Estarão comigo para onde eu ir.
Mas se eu for caminhar por lugares escuros,
Tudo que desejo é que ninguém venha comigo.
Pois a solidão do Luar deve ser só minha.
E se eu me perder, não terá ninguém para achar uma rima.

Correntes estão sendo quebradas
E celas abertas
Não criarei mais chaves
Para sentinelas.
Pois já sei me vigiar
E a mim não precisará policiar.

Sairei sem levar nada,
Porque tudo tem de se colher no jardim,
E colheitas ruins eu sei que hão de vir.
Mas só vou selecionar o que for melhor pra mim.

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