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Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 6)

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 6).

Hoje vou falar de alguns álbuns nacionais. E muito do que eu ouvi foi porque me indicaram. Mas tem muitos álbuns bons.

Onze Nós – Tópaz

Tópaz é uma das melhores bandas gaúchas dos últimos tempos. Mas eles ainda não são tão reconhecidos. É uma banda que tem uma sonoridade bem diferente para falar a verdade. O que mais me chamou a atenção desde a primeira vez que os ouvi foram as letras. E Onze Nós é sem dúvidas o melhor álbum deles. Eu destacaria a música Eu Sempre Esqueço, pelas guitarras dispersas e por ser uma das melhores letras que conheço.

Álbum: Onze Nós

Banda: Tópaz

Data do lançamento: 31 de março de 2012

Duração: 35:20 min (11 faixas)

Gênero: Rock Alternativo

Link para download: http://bandatopaz.com/

Em Frente… – Valentin

Esse é o projeto solo do vocalista da banda DOYOULIKE?. Não sei se alguémaqui conhece a banda. Mas enfim, o projeto do Érico é um folk estilo nada brasileiro com músicas acústicas e perfeitas letras melancólicas. Se fosse em outro país faria muito sucesso, mas como é no Brasil ele é completamente desconhecido. Mas é algo da música nacional que realmente vale muito a pena ouvir.

Álbum: Em Frente…

Artista: Valentin

Data do lançamento: 19 de setembro de 2012

Duração: 33 minutos (11 faixas)

Gênero: Folk, Acústico

Link para download: http://www.4shared.com/zip/fMoIGwVn/em_frente_-_valentin.html

Eu Invisível – Quatro Por Dois

Essa sim é uma banda desconhecida e que ninguém vai escutar se não for por indicação de alguém, que foi o que aconteceu comigo. Quatro Por Dois é da Bahia e eles fazem um rock alternativo muito bom de ouvir, com bastante teclado e acordeão. E por favor, baixem mesmo o álbum, pois é algo bom demais para ser tão pouco ouvido.

Álbum: Eu Invisível

Banda: Quatro Por Dois

Data do lançamento: 21 de agosto de 2012

Duração: 36:40 min (12 faixas)

Gênero: Rock Alternativo

Link para download: http://www.paywithatweet.com/pay/connect.php?id=3298d96ef892bea9bf76e6dd4360a8c2

¡Adiós, Esteban! – Esteban

E aqui o projeto do Tavares, ex-integrante da Fresno. Não conheço nada da banda, mas esse álbum solo dele é incrível. Fiquei com o pé um pouco atrás quando fui escutar, mas me impressionei mesmo. ¡Adiós, Esteban! é um dos melhores álbuns que conheço na música brasileira. Com melodias muito bem construídas e músicas tristes, mas nada que lembre emo [deixem de lado essa imagem emo que vocês podem ter dele por ser representante de algumas bandas desse estilo].  Para mim não há dúvidas que esse é o melhor álbum nacional do ano. Destaque para a música Pianinho, que tem um teclado muito bom acompanhado por uma linha de baixo viciante e uma letra que dispensa comentários… e a voz rouca do Tavares. E em Sinto Muito Blues tem a participação do mestre Humberto Gessinger. Realmente me surpreendi com esse álbum. Todos os elogios serão poucos.

Álbum: ¡Adiós, Esteban!

Artista: Esteban

Data do lançamento: 20 de agosto de 2012

Duração: 50:19 min (12 faixas)

Gênero: Rock Alternativo, Folk

Link para download: http://www.adiosesteban.com.br/

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 5)

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 5).

Eu estava pensando em já parar com esses posts sobre álbuns lançados em 2012. Acho que já se tornou chato. Mas vou fazer mais esse, que talvez seja o último.

Não vou seguir um estilo musical nesse post. Vou falando sobre uns álbuns aleatórios.

To The Soul – Frida Hyvönen

Esse que é o quinto álbum lançado por esta sueca portadora de uma voz incrível e poderosa. Não conheço os trabalhos anteriores, mas já estou procurando para baixar. Então vou me focar a falar mesmo somente sobre ao que ouvi em To The Soul.

Talvez esse seja o álbum mais surpreendente do ano.  Começa com uma atmosfera muito new wave estilo anos 80 nas duas primeiras faixas, Gas Station e Terribly Dark. Estas músicas estão entre as melhores que já ouvi, sem exageros. Logo depois vem The Wild Bali Nights mais focada em piano e voz. E então uma das mais perfeitas linhas de baixo que já ouvi acompanhada por uma feliz melodia de piano em California. E o álbum segue com músicas acompanhadas basicamente por piano.

Mas vale muito a pena falar também das últimas três músicas Postcard, In Every Crowd e Gold que incorporam muitos elementos de música clássica. E claro que não posso deixar de comentar sobre voz dessa mulher, que é muito incrível.

Talvez esse seja o álbum mais subestimado e sem reconhecimento dos últimos anos.

Álbum: To The Soul

Artista: Frida Hyvönen

Data do lançamento: 11 de abril de 2012

Duração: 51:15 min (12 faixas)

Gênero: Folk, Indie Pop

Link para download: http://kat.ph/frida-hyvonen-to-the-soul-2012-r35-t6347370.html

Love This Giant – David Byrne & St. Vincent

Acabo de baixar esse álbum de St. Vincent e David Byrne. Comecei a ouvir St. Vincent há pouco tempo por ‘culpa’ dessa pessoahttps://twitter.com/markribis. E foi uma das melhores coisas que ouvi nos últimos tempos. Essa união dela com o ex-Talking Heads David Byrne formauma das melhores duplas da música. Espero muito mais álbuns deles.

Love This Giant começa com a música Who e suas batidas eletrônicas combinadas a saxofones e que com toda a sinceridade me dá uma vontade incontrolável de dançar exatamente como o David Byrne no vídeo oficial da música.

E o álbum gira em torno do experimentalismo em misturar música eletrônica com saxofones, trombones, tubas, clarinetes, flautas, instrumentos de sopro no geral. E é uma ideia que na prática faz uma das melhores sonoridades que se pode imaginar, ainda mais quando temos a voz do David Byrne e da St. Vincent cantando junto.

Não tem como explicar como estou amando esse álbum. Mais um para a lista dos melhores de 2012.

Álbum: Love This Giant

Banda/artistas: David Byrne & St. Vincent

Data do lançamento: 10 de setembro de 2012

Duração: 44:33 min (12 faixas)

Gênero: Funk, Folk, Experimental

Link para download: http://kat.ph/david-byrne-st-vincent-love-this-giant-2012-nltoppers-t6640908.html

My God Is Blue – Sébastien Tellier

Sébastien Tellier é um francês que faz música eletrônica. Quais as chances de ser ruim? Nenhuma. E só uma observação: com o passar do tempo eu acho cada vez mais que esse cara é Jesus.

Falando sobre My God Is Blue, que é o quarto álbum de estúdio, continuam as músicas com batidas calmas e relaxantes só que com muito mais qualidade. Arrisco-me a dizer que essa é a obra-prima de Sébastien.

E o destaque vai para a música Cochon Ville que é muito boa, e principalmente pelo vídeo que é bastante polêmico: há umas pessoas que lembram membros do Ku Klux Klan tocando instrumentos, mulheres e homens dançando nus como se fosse uma orgia sexual e aparece até um cachorro no meio da confusão, Sébastien Tellier rindo e numa posição de Deus da bagunça e então a letra da música que faz uma crítica gigante à religião. Aparecem muitos seios, e seios me lembram dohttps://twitter.com/DOUGLASKILLER. Certamente um dos melhores vídeos que existem.

<p><a href=”http://vimeo.com/40291506″>Sébastien Tellier – Cochon Ville (Official Music Video – Uncensored Version)</a> from <a href=”http://vimeo.com/recordmakers”>Record Makers</a> on <a href=”http://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

Talvez essa seja uma das causas que faz o Sébastien não ser tão famoso como mereceria: a polêmica. Mas ele é muito genial. Recomendo a todos ouvirem Sébastien Tellier.

Álbum: My God Is Blue

Banda/Músico: Sébastien Tellier

Data do lançamento: 16 de abril de 2012

Duração: 46 min (12 faixas)

Gênero: Eletrônico, Downtempo, Trip-Hop

Link para download: http://kat.ph/sebastien-tellier-2012-my-god-is-blue-320k-cbr-t6323188.html

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 4)

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 4).

Continuando a saga dos álbuns lançados em 2012 e que ficam longe dos afagos da grande mídia, o que faz com que sejam pouco ouvidos ou até mesmo passem despercebidos pela maioria das pessoas.

Hoje falarei sobre álbuns mais voltados para o estilo shoegaze e sua atmosfera dispersa. E vamos direto ao que interessa.

For My Parents – Mono

Mono é uma banda japonesa de música instrumental e que faz uso de vários estilos musicais; entre eles, shoegaze, rock progressivo, trip-rop e música clássica.

Comecei a ouvir a banda no início desse ano, e ainda não tenho uma opinião crítica completa sobre todos os álbuns. Mas com o lançamento desse último álbum, passei a ouvir mais Mono.

For My Parents é o sexto álbum de estúdio da banda. E como em todos os trabalhos anteriores, seguem as faixas bastante extensas (a menor com oito minutos e maior com quatorze); e isso pode parecer algo que desmotiva quem vai começar a ouvir Mono, ficar mais de dez minutos ouvindo músicas instrumentais, mas acreditem, é criada uma atmosfera tão boa e calma que nem se percebe o tempo passando.

E é algo incrivelmente bom para ouvir acompanhado pela leitura de um livro ou até mesmo antes de dormir.

Álbum: For My parents

Banda: Mono

Data do lançamento: 4 de setembro de 2012

Duração: 55:37 min (5 faixas)

Gênero: Instrumental, Ambient, Shoegaze

Link para download: http://newalbumreleases.net/48223/mono-for-my-parents-2012/

Les Voyages De L’Âme – Alcest

Alcest é uma banda francesa formada em 2000 por Neige, que é o único membro constante; e sofreu grande mudança em sua sonoridade que no inícioera Black Metal e com o passar dos anos foi mudando para Shoegaze, mas sem abandonar os elementos do Metal. E é exatamente isso que faz essa banda ser tão especial. E se torna mais admirável pelo fato de cantar Black Metal em francês, onde a maioria das músicas são mais calmas e falando de amor.

Les Voyages De L’Âme (As Viagens da Alma, em português), é o terceiro álbum de Alcest. Teve como primeiro single a música Autre Temps, com um vídeo que descreve perfeitamente a atmosfera mística que é criada em todas as músicas.

O álbum é marcado pelas guitarras dispersas que acompanham a longa duração da maioria das músicas, e que se escutadas com um bom fone de ouvido criam uma sensação única; também pelas letras bastante tristes e pelos vocais que alternam entre limpo e gutural.

Foi o primeiro álbum de 2012 que ouvi, e está entre os meus favoritos.

Álbum: Les Voyages De L’Âme

Banda: Alcest

Data do lançamento: 6 de janeiro de 2012

Duração: 50:23 min (8 faixas)

Gênero: Shoegaze, Black Metal, Post-Rock

Link para download: http://newalbumreleases.net/42703/alcest-les-voyages-de-lame-2012/

(Só uma observação do ‘reblogador’: eu não sabia que era possível combinar Shoegaze com Black Metal. A mistura ficou ótima. Vale muito a pena conhecer esse álbum.)

Sweet Heart Sweet Light – Spiritualized

Spiritualized foi formada em 1990 na Inglaterra por Jason Pierce, que é o único membro constante na banda.

Comecei escutá-los há um mês. E ainda estou tentando entender o estilo musical dessa banda. Algo que eu acho que nunca conseguirei por causa da diversidade musical encontrada em cada álbum. Todos os estilos musicais de alguma forma ou de outra são encaixados nas músicas.

Sweet Heart Sweet Light é o sétimo álbum da banda. E continua com todas as características dos trabalhos anteriores: as guitarras, muitos efeitos eletrônicos e psicodélicos, corais com caráter gospel, orquestra…

Escutar Spiritualized é como estar se drogando e perdido em um universo paralelo. E quanto mais eu escuto, mais eu começo a ter uma certeza: Jason Pierce é um dos maiores gênios musicais de todos os tempos.

Vou deixar aqui o vídeo da minha música favorita do álbum:

“Sometimes I wish that I was dead

‘Cause only the living can feel the pain”

Uma das melhores coisas que me aconteceram em 2012 foi começar a escutar Spiritualized.

Álbum: Sweet Heart Sweet Light

Banda: Spiritualized

Data do lançamento: 16 de abril de 2012

Duração: 59:30 min (11 faixas)

Gênero: Shoegaze, Psicodélico, Space Rock, Dream Pop

Link para download: http://newalbumreleases.net/44900/spiritualized-sweet-heart-sweet-light-2012/

 

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 3)

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 3).

 

Antes que o mundo acabe com essa tempestade que está sobre a minha cidade, quero fazer mais um post sobre os álbuns de 2012.

Hoje vai ser algo bem Chamber Pop. Esse que é um dos meus estilos musicais favoritos; ou melhor, acho que é ‘o favorito’.

Para quem não sabe o que é Chamber Pop, é basicamente uma mistura de rock alternativo e folk com a companhia de uma orquestra (seja ela de verdade ou apenas com o uso de sintetizadores); e é um estilo com sonoridade muito elegante e nenhum pouco agressiva. É algo que está cada vez se tornando mais notável, mesmo tendo pouquíssimo sucesso comercial (sendo que o sucesso comercial é uma das últimas exigências de quem faz Chamber Pop).

The Something Rain – Tindersticks

Esse é o nono álbum da banda. E posso afirmar, eles estão cada vez melhores. E talvez estejam no auge, musicalmente falando.

Para quem nunca ouviu Tindersticks, são músicas calmas e elegantes cantadas pela voz diferente do Stuart Staples.

E não me hesito em falar, The Something Rain é um álbum perfeito. Seja pelo órgão por trás de quase todas as músicas, pelo baixo incrível na música This Fire Of Autumn ou pelas batidas e pelo violoncelo em Medicine… é tudo muito perfeito e minimalista.

Não vou ficar aqui fazendo elogios a essa banda, até porque me faltariam elogios. Apenas escutem esse álbum.

Álbum: The Something Rain

Banda: Tindersticks

Data do lançamento: 20 de fevereiro de 2012

Duração: 50:14 min (9 faixas)

Gênero: Chamber Pop, Indie

Link para download: http://kat.ph/tindersticks-the-something-rain-2012-320kbps-mp3-sizzler-t6158086.html

Cut The World – Antony and the Johnsons

O álbum ao vivo de Antony Hegarty e sua orquestra. Antony que é a figura mais estranha e amável da música na atualidade, tanto pela forma como ele se veste parecendo uma mulher, pela sua sexualidade e principalmente pela forma sentimental que ele canta suas músicas tristes enquanto toca piano.

O álbum é composto por duas músicas inéditas, Cut The World e Future Feminism, e mais uma compilação de dez músicas presentes nos trabalhos anteriores. E não é simplesmente um álbum ao vivo, pois a qualidade é tão boa que parece que foi gravado em estúdio e mixado; sem falar que muitas músicas ficaram melhores do que as versões originais.

Eu espero muito de Antony and the Johnsons nos próximos anos. É uma banda que está crescendo mesmo não sendo algo que agrade aos ouvidos de um público numeroso.

Melancólicos, escutem Antony.

Álbum: Cut The World

Banda: Antony and the Johnsons

Data do lançamento: 7 de agosto de 2012

Duração: 60:42 min (12 faixas)

Gênero: Chamber Pop, Folk

Link para download: http://thepiratebay.se/torrent/7529051/Antony_And_The_Johnsons-Cut_The_World_(2012)_320Kbit(mp3)_DMT

Break It Yourself – Andrew Bird

Para quem nunca ouviu Andrew Bird, ele sabe tocar diversos instrumentos. Na maioria das músicas têm uma predominância de violino, voz e assovio (sim, ele consegue assoviar afinado de um jeito que ninguém mais no mundo consegue e também consegue cantar enquanto toca violino). Só por isso já deu para perceber porque ele é um dos meus artistas favoritos na atualidade.

Break It Yourself é o sexto álbum solo de Andrew Bird, e não o achei tão bom quanto os anteriores; ou talvez seja só questão de tempo até que eu passe a gostar muito. Mesmo assim ele é muito inferior aos dois últimos, Armchair Apocrypha (2007) e Noble Beast (2009). Mas é fantástico. Tudo que o Andrew Bird faz é fantástico.

Comecem a escutar Andrew Bird logo (eu gostaria de já ter nascido ouvindo). Musicalmente falando, é uma experiência única e que certamente vai ampliar muito o gosto musical de quem escuta.

Álbum: Break It Yourself

Banda/Músico: Andrew Bird

Data do lançamento: 5 de março de 2012

Duração: 60:20 min (14 faixas)

Gênero: Folk, Indie, Chamber Pop

Link para download: http://kat.ph/andrew-bird-break-it-yourself-2012-192-kbps-t6198988.html

Álbuns lançados em 2012 que você certamente não ouviu, ainda (parte 2)

 

Como estou bastante desocupado, vou prosseguir com meu post logo. Até porque me deu certo desespero ao ver que tem muitos álbuns bons para eu falar a respeito.

Hoje vou me voltar mais a falar de alguns álbuns mais eletrônicos.

Monocyte – Saltillo

Saltillo foi uma daquelas coisas que mais achei genial desde a primeira vez que ouvi. É algo completamente inovador. É a mistura perfeita entre muitos elementos de música clássica e muitos elementos de música eletrônica.

Monocyte é o segundo álbum lançado, é o sucessor de Ganglion lançado em 2006. Continua basicamente a mesma sonoridade, caracterizada por muitoviolino e muitas batidas e efeitos eletrônicos. Mas em minha opinião o álbum anterior é infinitamente melhor que esse, não que esse seja ruim.

Escute Saltillo. Posso afirmar que você nunca ouviu algo parecido antes. É algo que parece manter quem ouve completamente drogado.

Álbum: Monocyte

Banda: Saltillo

Data do lançamento: 10 de fevereiro de 2012

Duração: 51:35 min (12 faixas)

Gênero: Trip-Hop, Experimental, Downtempo.

Link para download: http://kat.ph/saltillo-monocyte-aof121-2012-cd-320-trip-hop-modern-classical-leftfield-tmgk-t6261304.html

Kin – iamamiwhoami

Alguns vão lembrar-se desse projeto musical. Aquela vez que foi criado uma conta misteriosa no youtube e eram postados vídeos com músicas de umamulher loira e especulava-se que poderia ser Christina Aguilera, Nine Inch Nails, Lady Gaga, Goldfrapp, Fever Ray, Jonna Lee… e opa, era mesmo Jonna Lee, que já havia lançado dois álbuns solos anteriormente. Mas é com iamamiwhoami que ela vem obtendo mais sucesso [que é bem pouco para ser sincero].

As músicas têm uma atmosfera sombria. Mas não se pode falar apenas das músicas, pois em iamamiwhoami tem um trabalho visual muito interessante também, principalmente pelos vídeos que são muito bem trabalhados, as roupas, a maquiagem, paisagens encantadoras, a atmosfera fantasiosa e as interpretações incríveis de Jonna Lee.

Talvez muita gente discorde de mim, mas esse é um dos melhores projetos artísticos que tenho conhecimento. E tem muita qualidade mesmo.

Álbum: Kin

Banda: iamamiwhoami

Data do lançamento: 11 de junho de 2012

Duração: 43:29 min (9 faixas)

Gênero: Synthpop, Experimental, Dream Pop.

Link para download: http://newalbumreleases.net/?s=iamamiwhoami

Muito obrigado se alguém está acompanhando meus posts.

Espero não estar sendo chato.

E talvez tenha continuação mais adiante.

Conheça Melody Gardot

Melody Gardot é um dos grandes nomes do Jazz atualmente. Sua bela e suave voz é um dos aspectos que faz qualquer um que escutar pela primeira vez se apaixonar. A cantora que tem influências de Jazz, Blues e até da MPB de Caetano Veloso se iniciou na música de forma, literalmente, acidental.

A história de vida da cantora de 27 anos não foi nada fácil. Aos 19 anos enquanto andava de bicicleta na cidade Nova Jersey, ela sofreu um grave acidente. O acidente causou múltiplas fraturas e causou um traumatismo craniano que resulta na perda de memória e da capacidade de andar e falar, tendo de reaprender tudo de novo. Como resultado do acidente, Melody também ficou com algumas sequelas: a vertigem cinética, que a obriga usar uma bengala; ela usa um dispositivo preso à cintura que estimula a produção de endorfina em seu organismo, tornando suas dores mais suportáveis; também ficou a sequela da hipersensensibilidade ao som e fotossensensibilidade, que lhe obriga a sempre andar com óculos escuros por causa da sua baixa tolerância à luz.

Como terapia, os médicos indicaram fazer um tratamento à base de música. Antes do acidente Melody já tocava piano e impossibilitada de fazer o que gostava, Melody acabou aprendendo a tocar guitarra. O aprendizado em uma cama de hospital acabou rendendo fruto: ela gravou o EP Some Lessions – The Bedroom Sessions, em 2005.

O seu primeiro álbum, Worrisome Heart, foi lançado em 2006 de forma independente e editado em 2008 pela Verve Records. O álbum abre com a belíssima autointitulada.

 

No primeiro álbum, Melody já mostrava todo o seu talento e, claro, sua bela voz.

 

O My One and Only Thrill, segundo álbum, é lançado em 2009. My One and Only Thrill é rapidamente reconhecido e ganha indicação para três Grammy Awards, que logo é mencionada como uma das grandes cantoras de Jazz da atualidade.

 

Baby I’m A Fool, faixa de abertura do álbum.

 

Em If The Stars Were Mine, Melody expressa a paixão que tem pela música latina.

 

Em 2012, Melody Gardot lançou The Absence. Nele a influência de experiências que ela teve nas praias do Brasil, nas ruas de Lisboa e nos desertos de Marrocos são expressadas com a boa e velha Bossa Nova. A música Amalia foi inspirada em um pássaro de asas partidas que pousou no pé de Melody, em Lisboa.

 

Uma amante declarada de Lisboa, Melody intitula uma de suas faixas com o nome da cidade.

 

O álbum também conta com uma faixa que é cantada em português e tem a participação do brasileiro Heitor Pereira, quem produziu o álbum.

 

Melody Gardot também desenvolveu um programa de musicoterapia numa parceria com o Sweedish Postcode Lottery, na coleta de fundos, e desenvolvido no NeuroMusculoskeletal Institute (NMI) – School of Osteopathic Medicine, da Universidade de Medicina de Nova Jesey. A motivação para a criação do programa vem da própria experiência. A música é o melhor tratamento para a dor, segundo ela.

Para ser honesto consigo, ficar no palco durante 30, 40, 50 minutos é uma das experiências mais agradáveis que tenho. Porque é durante este tempo em que eu realmente não sinto qualquer dor. Acho que é transcendental, do tipo: quando tens uma dor de cabeça e alguém te dá um murro no estômago, acabas por te esquecer da cabeça”, diz ela em uma entrevista.

Melody Gardot é mais dos casos em que tragédia é suportada pela música. A música que faz a gente se sentir melhor em momentos ruins da vida. Uma grande cantora que merece todos os elogios.